quarta-feira, 21 de março de 2012

Extrato da Capo Garimpado #033: NOSSO REFÚGIO SEMPITERNO

 
BOSCO ESMERALDO
Ao ritmo Sextilhado Lapidado
Estrofação: [6]-[4-2]-[3-3]-[5-1]

Ó SENHOR, Tu és o nosso refúgio em todas as gerações;
Tu és o Deus Altíssimo, de eternidade a eternidade;
Bem antes que os montes fossem formados, é verdade
Tu conheces nossas mentes, Tu sondas os nossos corações,
Livras Teu povo de todo o mal, das desolações;
Teu amor é incondicional e eterna é a Tua bondade.

O SENHOR é Deus Altíssimo, que sonda os corações;
Nosso Refúgio Ele é, Seu Amor é sem igual;
Sonda os nossos sentimentos, cura nossas emoções;
Restaura e nos redime ao Pai, dá-nos vida eternal.

ELE conhece e sonda nossos pensamentos,
E nos livra de todo o mal, e dissipa os tormentos.
Mil anos são aos teus olhos como o dia de ontem que passou;
Tão rápido como a vigília da noite, Seu agir atemporal;
São como um sono; de manhã são como a erva que cresce.

São como relva que cresce e seca tão logo floresce;
Nossos dias são de sessenta anos; alguém talvez passa de tal;
Porém enfado e canseira, é tudo que lhe restou.

Seja sobre nós a formosura do Senhor nosso DEUS;
É ELE quem confirma a obra de nossas mãos;
Transforma em príncipes meros plebeus;
Dá-nos vitória sobre as lutas e os prazeres vãos;
Limpa-nos de nossas culpas e faz de nós filhos Seus.

O SENHOR é o nosso refúgio de geração a geração.

(Garimpado no Salmo 90 de Moisés)

sexta-feira, 16 de março de 2012

Extrato da Capo Garimpado #025: INFINITA LUZ DE UM NOVO TEMPO

 
Ao ritmo: Quadrões Lapidados
Bosco Esmeraldo

Em novo dia, quando só restar lembrança
A brisa vespertina me trará à mente
E à saudade suspirar contente,
Os odorantes versos me trará à lembrança.

A aragem vibrará em doce riso
Na folhagem do bosque de alegria,
E os teus sonhos verterão poesia,
Do meu remanescente pó se for preciso.

Dos bailes a canção em devaneio,
Silente e radiante sorriso em sintonia,
Lembrança fluida em doce harmonia,
Feliz, embora triste, cantarás em anseio.

O Grande Autor dessa sublime canção
Divino Maestro a regerá solene,
Naquele Lar Eterno de paz perene,
Receberá de nós eterna adoração.

Garimpado no da Capo Garimpado #009 homônimo de Margareth D S Leite.
Foto: Bosco Esmeraldo

Extrato da Capo Garimpado #024: FINITA LUZ DOS NOSSOS DIAS


Bosco Esmeraldo
Ao ritmo Canzoneto Lapidado

Quando apenas lembrança em me tornar
E o meu pó não mais trouxer recordações,
Talvez alguma brisa araste de alguma flor o perfume
E saberás que transformei-me em poesia.

Uma ode assimétrica, sem rimada,
Da lembranças de meus versos e canções,
Agora tocada com o instrumento da saudade,
Num sinfônico adágio em tom nostálgico.

Se de algum meio lembrarem das poesias
Que com o coração um dia pude escrever,
Não lamentes, mas sorri pois do alto estou sorrindo.

Silente e ridente brotará uma muda canção,
Quando enfim feliz, sorrindo despertares,
E o madrigal de mavioso passaredo,
Multíssono chilrear de encantada canção.

Lembrar-te-ás que um dia hás de estar também,
Junto, conosco, no Celeste Madrigal,
Na eternidade cantando infindo louvor.

Louvor de gratidão ao Criador, o Eterno Pai,
Num interminável refrão em harmonia Celeste,
Numa osmótica canção nunca aprendida
Pelo Espírito dizendo: “Santo! Santo! Santo!”

Garimpado no Extratoda Capo Garimpado #008: homônimo de Margareth D S Leite.

quinta-feira, 15 de março de 2012

Extrato da Capo Garimpado #025: VIDA NOVA MANIFESTA


Ao Ritmo Decatos Tetraectos Lapidado
Rimada: ABBA CDDCCD
Bosco Esmeraldo

Alegre está o Sertanejo,
Hoje tem dia molhado,
Chove bem no seu roçado,
Há festa no vilarejo.

A chover, alegremente
O Sertanejo faz festa;
Bom humor se manifesta,
Boa safra certamente
Colhe prazerosamente;
Ser feliz é o que lhe resta.

Hoje bom roçado tem,
Tem alegre o coração,
Grato a Deus em oração,
Louvando e dançado também.

Vai começar a festança.
Zé do fole é convidado,
Encanta com o seu fraseado,
Dedilhando sem mudança.
Todo mundo cai na dança;
Tem aluá e bom guisado.

Lá não tem bebida quente:
Refrigerante e refresco.
Bolo, salgados, pão fresco,
Porque é festa de crente.

Pensei cá, com os meus botões:
Mas que festa mais sem graça!
Isso vai ser uma desgraça,
Vão soltar alguns rojões,
Tenho cá minhas razões,
Vai aquela chalaça.

Mas, por certo, me enganei,
Pois mesmo sem ter cachaça
Ninguém perdeu a graça,
E até eu me animei.

Ninguém de cabeça quente,
A alegria só aumentava,
Pois nenhum se embriagava
Brincavam contentemente.

Eu nunca me diverti
Tanto assim com aquela gente,
Eu quase me converti
De gozo me preenchi.
Eita povo diferente!
Fiquei com aquilo na mente.

Às duas da madrugada,
Eu cheguei em minha casa,
Pisando na benincasa* (* planta indiana, herbácea)
Mas com minh'alma lavada.

Cedo, ao mungir da vaca,
Animado percebi
Porque ontem não bebi,
Eu despertei sem ressaca.
Quis virar minha casaca:
Converter-me concebi.

Voltei à fazenda do amigo,
Pra fazer-lhes u'as perguntas,
E fiz todas elas juntas,
Queria estar em paz comigo.

Bem, que “Jesus é Caminho,
E a Verdade e a Vida”,
Disse-me, “e a paz devida”,
Que nunca estarei sozinho,
Mesmo com pedra e espinho,
O seu amor é sem medida.

Entendi perfeitamente
Tudo o que o irmão quis falar,
Quis a todos propalar
Que agora sou novo crente.

Hoje sei o que é de fato
Servir a Cristo Jesus,
E andar na Santa Luz,
Eu agora sou cordato,
Dos pecados fui perdoado,
E ao Céu Cristo me conduz.

Foto: http://terradedireitos.org.br/

quarta-feira, 14 de março de 2012

Extrato da Capo #022: A ÁRVORE QUE NÃO DER FRUTO...


Bosco Esmeraldo
Ao Ritmo Sextilhado Lapidado

Bom dia, Cajaraneiro!!Por que tu festejas tanto,
Pois devias estar em pranto?
Tens na raiz cupinzeiro,
Devias abrir o berreiro
E não ficar saltitando.

 
    “É claro que devo estar!”
       Responde a árv're contente,
    “Apesar de estar doente,
       Com cupins a me atacar,
       Devias bem me tratar;
       E me deixar atraente...”

     “Mas o Nosso Criador
       É digno de ser louvado
       Por Ele sou bem tratado
       Dá-me vida e vigor,
       Me alimenta com amor,
       Não posso ficar parado.”

E tu, meu caro coqueiro
Também comido no meio,
Mas de coco está cheio
Desata teu choradeiro
Além desse formigueiro
Por que? Dize-mo sem rodeio!

Deviam se lamentar
Por ter tido essa desdita
Ter essa sorte maldita,
Suas mazelas chorar,
Mal podem se levantar
As cascas são u'a só ferida.

Não veem que tenho razão?
Estufa o granjeiro o peito,
Sentindo não ter mais jeito,
Morram e não mais sofrerão
Pois dói em meu coração
É mal que não me deleito






     “Como és néscio, pobre homem!
       Tolo em quem tu te inspira?
       Enquanto aqui não se expira,
       Teus dias e os males te tomem;
       Louva a Deus, ó néscio homem,
       Sim todo ser que respira.

     “Pra dar fruto eu fui chamado,
       Esta é minha missão,
       E o faço com devoção,
       Não importa se mal cuidado,
       por ti sendo maltratado.
       Fruto dou qual fui mandado.”

     “Creio eu que recebeste
       Teu chamado, certamente.
       Tens tu sido negligente?
       Que nem ao menos percebeste
       Nenhum fruto concebeste?
       Sei tu não és inocente.”

    “Não cometas o desatino
       De não cumprir teu chamado,
       Vivendo desordenado,
       Pondo culpa no destino
       É preciso ter bom tino,
       Para não ser condenado.”

Entendi, sou responsável
Por todos os atos meus,
O assim tu pros atos teus,
Meu chamado inadiável
Dar fruto bom e saudável
Para dar glórias a Deus!

Pois está posto o machado
De cada árvore a raiz,
Não endureça a cerviz,
Quem não tiver fruto dado,
Cortado, no fogo é lançado
Assim diz o Justo Juiz.

(Garimpado em Mateus 7:19-20 - "Toda a árvore que não dá bom fruto corta-se e lança-se no fogo.
Portanto, pelos seus frutos os conhecereis" [Mateus 7:19-20]).



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