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sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Acróstico #015: STEVE JOBS



Foto: Steve Jobs – Copyright ©    Apple™

S teve pra mim, grande exemplo
T rabalho, amor dedicação
E em tudo que fez contemplo
V erdadeira dedicação
E m tudo o que fez foi zeloso

J us fez ao seu nome e o honra
O revés nunca lhe trouxe desonra
B raveza na adversidade
S ai de cena com pompa e probidade.

Esta é uma homenagem ao criador da Apple, Steve Jobs que nos deixou no dia 5 de outubro de 2011, considerado por muitos um dos grandes cérebros da indústria da tecnologia.
Aos 56 anos, ele não resistiu a um câncer de pâncreas contra o qual lutava desde 2004 e que o fez se afastar do cargo de CEO da empresa em agosto deste ano.
Em 1976, Jobs foi um dos cofundadores da Apple e atuou lá por cerca de 23 anos, promovendo os maiores sucessos da companhia como o iPod, o iPhone e o iPad.
Leia mais em:
http://noticias.br.msn.com/fotos/pessoas-homenageiam-steve-jobs-em-todo-o-mundo
http://www.apple.com/br/stevejobs/

Email de condolências: rememberingsteve@apple.com

Publicado no site: O Melhor da Web em 07/10/2011
Código do Texto: 83865
http://www.poesias.omelhordaweb.com.br/pagina_autor.php?cdEscritor=5656&cdPoesia=83865

Email enviado à Apple e parentes de STEVE JOBS.
Dear sirs and Steve's relatives.
Our condolences.

Consterned,
I received the news of the death of this extraordinary man.
Not only Apple, but we all lost with the premature departure of Steve Jobs.
The world was no longer the same since Steve stepped in and would certainly not be the same after his departure.
We do not know, in fact, what we lost with his departure.
Just know that we lost a lot.

Sincerily
Pr. Bosco Esmeraldo

domingo, 11 de setembro de 2011

Cordel #050: O CRATO É A PRINCESA DO VALE DO CARIRI


(Fotos com direitos autorais, usadas com permissão)

O Crato é localizado
No Vale do Cariri
Aqui tem muito pequi
Encantos por todo lado
Fica no sul do Estado,
Precisamente o Ceará.
Do Cariri, é a Princesa
De exuberante beleza
De gente forte e tão pura
É a Capital da Cultura
É joia da Natureza.

Quinhentos e oitenta e oito
Quilômetros dista a cidade
De Fortaleza, é verdade
Aqui eu sempre pernoito
E o meu pensar fica soito.
A gente aqui do Crato
É povo ordeiro, pacato
É amigo em qualquer tempo
Mesmo quando há contratempo
Está sempre em contato.

Povo bom, trabalhador
Não rejeita desafio
Quer na fartura ou no estio
Que na alegria ou na dor
É honesto, trabalhador.
Embora o Bolsa Família
Quem a ele se afilia
Desfaz do que eu antes disse
A verdade em sandice
No ócio finda, se espolia.

A beleza natural
Do Crato é bem patente
Do Serrano à Nascente
Do Grangeiro ao Palmeiral
Fontes de água mineral.
Essa água está na torneira
Nas piscinas, na banheira
Lava chão, limpa privada
Roupa, louça e até calçada
É fato, não é brincadeira.

Servindo várias cidades
Com o ensino superior
Com todo o zelo e primor
Aqui tem universidades
Com diversas faculdades.
Em matéria de turismo
pra quebrar todo ostracismo
Cá tem clubes, balneários
Tanto pros prós e contrários
Pondo em alta o otimismo.

Pra aquele que é ecologista
Tem campismo, também trilha
Pro pai, pra mãe, filho ou filha
Lazer a perder de vista
Pra quem também é ciclista.
Um clima privilegiado
Um lugar bem ventilado
A cada dia, três níveis
Maravilhosos, sensíveis
À noite, bem orvalhado.

Privilégio aqui morar
È à primeira vista amor
Que brota com todo o ardor
Quem aqui chega, quer ficar
Quer logo pra aqui se mudar.
Não faz boca de siri
Tempera pequi com piri
Joia de rara beleza,
O Crato é a Princesa
Do Vale do Cariri.

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Glossário:
Piri – pimenta na língua Cariri.

terça-feira, 6 de setembro de 2011

HEBDOMOS ESMERALDINUS #001: EM GRUPOS DE SETE, DISPOSTO

Estrofação: 7, 2-5, 4-3, 6-1
Rimada: [ABBACCA] –[BC–DEDED]–[FGGF-HFH]–[IJJIIJ–H]

Eis aqui HEBDOMOS versos.
Criação Esmeraldina.
Que a todos se destina.
Aos que amam criar versos.
De preferência, simétricos.
Ou, a seu gosto, assimétricos.
Tons progressivos, diversos.

Poema que ao cansado alenta.
Que afasta os sentires tétricos.

Eis aqui bom desafio.
Que destila os bons pensares.
Qual num fuso, teço um fio.
Do qual refaz meus versares.
Da mente, casulo desfio.

Tecer uma ideia, a meta.
Exposta aqui, sem segredo.
Enfrenta a impunha, sem medo.
Do nada, cria o poeta.

Impressiona seu leitor.
Poema, seu imo secreta.
Das mentes, um benfeitor.

Em grupos de sete, disposto.
No total ou combinados.
Muito bem estruturados.
Assim deve ser composto.
O tema a ser proposto.
Com versos bem acabados.

HEBDOMOS, produtor.

====================
HEBDOMOS - estilo literário criado por João Bosco Rolim Esmeraldo.
Estrofação disposta em quatro grupos de sétimas, agrupados em [7], [2-5], [4-3], [6-1] (somam sete) e rimada [ABBACCA] – [BC – DEDED] – [FGGF-HFH] – [IJJIIJ – F]
A métrica é desejada e, deve seguir o padrão do primeiro verso, o qual define a métrica do Hebdomos.

Publicado no site: O Melhor da Web em 06/09/2011
Código do Texto: 82797

quinta-feira, 21 de julho de 2011

ACRÓSTICOS #014: DE TODOS, O MELHOR AMIGO


J amais despreza ninguém
E ntre todos o melhor amigo
S empre atento aqui e além
U m asilo ante o perigo
S eguro, conforto também.

C ompanheiro a qualquer momento
R esgata o perdido e o perdoa
I ndo a ELE como alento
S alva-nos e Seu Amor nos doa
T emos NELE acesso ao PAI.
O crente*, com Ele ao Céu vai.

Glossário:
Crente – Aquele que crê.

domingo, 10 de julho de 2011

CONTO INSÓLITO #002: NONSENSE, ABSURDO, ABCEGO E ABMUDO

Através dos inexistentes projetores acústicos, um fluente locutor gago lê esta resenha escrita com uma invisível tinta fluorescente numa folha de musgo desidratada:
“Um surdo ouve atentamente o mudo que eloquentemente fala em alta voz, no cume do mais profundo abismo, abaixo de dezenas de quilômetros da camada de pré-sal, na desértica umidade da aridez oceânica.
“Enquanto isso, um bícego treina e guia um tetraplégico que com suas próprias pernas corre em tresloucada velocidade, numa olímpica corrida rústica, tendo como plano de fundo uma fralda geriátrica estampando o desabrochar de uma ofuscante lua nova a sair do casulo, do meio de um eclipse intergaláctico, do zênite da brilhante escuridade, ao sol do meio-dia”.
Diante de tão abcega, absurda e abmuda cena indescritível e nada discreta, do outro lado do rádio, um velório é abruptamente interrompido por um fato inusitado, pois repentinamente o defunto senta-se no caixão e, esfregando os olhos, fala entremeado em bocejos:
“É por isso que morri sofismando que o nosso país está tão politicamente correto, quanto dez e dez não são vinte, mas com cinquenta onze!”
“Pernas, pra que te quero?”, gritou alguém que saiu correndo e todos o acompanharam. A sala ficou totalmente deserta.
---
Qualquer semelhança com a vida real teria sido mera coincidência?
Se não faz sentido, muita coisa por aí também não.
*****************
(*) Abcego, relativo à visão, denota algo duro de ser visto.
     Absurdo, relativo à audição, designa originalmente algo duro de
    ser ouvido.
    Abmudo, relativo à fala, implica em algo inefável, difícil de ser
    falado; o mesmo que indescritível.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

EU QUERENDO TAMBÉM FAÇO, IGUALZINHO AO ZÉ LIMEIRA

Autores: Um desafio cordelístico sobre Limeirismo entre:
    Bosco Esmeraldo
    Daniel Fiúza
    Alessandra Lully Ferrario
    Ana Flor do Lácio

(*) LIMEIRISMO: Artifício utilizado por Zé Limeira, inventando palavras ou frases sem nexo pelo simples fato de forçar uma rima quando esta lhe faltava. Transparece na obra desse famoso cordelista que na poesia, o mais importante é a rima, estando o verso, a harmonia, o sentido e a ideia relevado a último ou a nenhum plano.

BOSCO ESMERALDO
     Quando o Hebdomadário             <-- (calendário)
     Começou fazer poesia
     Assim, da noite pro dia
     Pra tornar-se um mandatário
     Travestiu-se em dromedário.
     Tracei cá pior asneira
     Nego planta bananeira
     Colhe-se figo do espaço
     Eu querendo também faço
     Igualzinho a Zé Limeira.

DANIEL FIÚZA
     Um galo cantou ao longe
     Acordando a vizinhança
     uma menina de trança
     Foi reclamar com o monge
     Um bode velho que tange
     E pega boi na carreira
     Se esconde atrás da trincheira
     Com o pessoal do cangaço
     Eu querendo também faço
     Igualzinho a Zé Limeira.

BOSCO ESMERALDO
     O Astronauta Dom Fiúza
     Que também é motorneiro
     Derna quano era isoneiro
     Que a pipa parafusa
     Nos cascos na preta fusa*                <- (Limeirismo)
     Lá do sol "corró, quebreira"*              <- (Limeirismo)
     Nos cacho da carabina
     Pelo fluxo da menina
     Eu querendo também faço
     Igualzinho a Zé Limeira

DANIEL FIÚZA
     Passei um dia em Macau
     Passeando de charrete
     Jantei numa lanchonete
     Comi feijão com mingau
     Depois toquei berimbau
     Pra deleitar uma freira
     Nascida em ilha madeira
     Navegando num barcaço
     Eu querendo também faço
     Igualzinho a Zé Limeira.

BOSCO ESMERALDO
     Dom Fiúza, de repente
     Ele é bão demais dá conta
     Quebra couro, boi de ponto
     Matutu, chorró de enchente          <- (Limeirismo)
     "Purulu, potó, pelente"*                <- (Limeirismo)
     Pratichuli de pauleira                    <- (Limeirismo)
     Ponta Porã da Ribeira
     Invenção, pratá pró laço               <- (Limeirismo)
     Eu querendo também faço
     Igualzinho a Zé Limeira

DANIEL FIÚZA
     Montado num elefante
     Eu vi a banda passar
     E um tatu me mostrar
     Um dente fino e cortante
     Tal qual um rinoceronte
     Descendo a ribanceira
     Montado numa esteira
     Sem cometer erro crasso
     Eu querendo também faço
     Igualzinho a Zé Limeira.

BOSCO ESMERALDO
     Tripa seca manguá Riba*
     Ribamar, riba do rio*
     Qué cum lé, não dá um pio*
     Muito estrume se estriba
     Poeta das Caraíba
     Sabido num diz besteira
     Navio sem eira ou beira
     Espora, taca, compasso
     Eu querendo também faço
     Igualzinho a Zé Limeira

DANIEL FIÚZA
     O filho da véia kenga
     Cujo nome não me lembro
     Foi de abril a setembro
     Trampando num lengalenga
     Cabra que gosta de arenga
     E de fumar com piteira
     Carrega cesta na feira
     Nas costa tem um inchaço
     Eu querendo também faço
     Igualzinho a Zé Limeira.

BOSCO ESMERALDO
     O amigo mandou bem
     Fazendo u'a obra da prima
     Do absurdo eu crio rima
     No Uól Strit di Belém
     No morro o sino blém-blém*
     Couro cru na bandoleira
     No Exército baladeira
     Nuvem lhe sai do cachaço
     Eu querendo também faço
     Igualzinho a Zé Limeira

DANIEL FIÚZA
     Foi visto na madrugada
     Aquilo que o bicho come
     vestido de lobisomem
     acompanhando uma fada
     numa floresta fechada
     plantada de seringueira
     berrando a noite inteira
     se ouvia até no terraço
     Eu querendo também faço
     Igualzinho a Zé Limeira.

LULLY FERRARIO
     Atravessei os sertões
     Em pêlo no meu tordilho
     Não comi churros nem milho
     Tampouco comi feijões
     Dados pelos aldeões
     Subi numa laranjeira
     De repente deu canseira
     Me deixando num bagaço
     Eu querendo também faço
     Igualzinho a Zé Limeira.

DANIEL FIÚZA
     Por cima tinha o vestido
     por baixo vinha anágua
     Com o olho cheio de mágoa
     Por ser assim atrevido
     Teimoso e maluvido
     Gostar de dizer besteira
     Fazendo arte ligeira
     Com cobre, ferro e aço
     Eu querendo também faço
     Igualzinho a Zé Limeira.

BOSCO ESMERALDO
     Quando o galo de campina
     Campina Grande da serra
     Vê que o mote se emperra
     Brincadeira de menina
     De rapaz que se amofina
     Vem na frente, de tranqueira
     Injustiça brasileira
     Da cobra arco e flecha eu faço
     Eu querendo também faço
     Igualzinho a Zé Limeira.

DANIEL FIÚZA
     Chiquinha fia do Zé
     Neta da velha coroca
     Morreu comendo paçoca
     Na mesa dum cabaré
     Jantando com Nazaré
     Uma mulher encrenqueira
     Nascida na Mantiqueira
     Onde eu criava cachaço
     Eu querendo também faço
     Igualzinho a Zé Limeira.

BOSCO ESMERALDO
     Faca, peixeira sem ponta
     Bomba cega sem estopim
     Quem pode valer a mim
     Parafuso, rosca, afronta
     Quando quiser ficar pronta
     Tudo o mais é só doideira
     Café se faz na chaleira
     Rapadura no bagaço
     Eu querendo também faço
     Igualzinho a Zé Limeira.

DANIEL FIÚZA
     Uma cabrita lesada
     Fugiu pro Rio de janeiro
     Ficou até fevereiro
     Voltando numa enxurrada
     De bucho toda emprenhada
     Pariu numa sexta feira
     Lá dentro da geladeira
     Nasceu um filho sem baço
     Eu querendo também faço
     Igualzinho a Zé Limeira.

BOSCO ESMERALDO
     De bucho, toda emprenhada
     Saltou a macaca Chita
     Falando qual mexerica
     Sem ficar encabulada
     Uma boa companheira
     De Tarzan, mas que besteira
     De concreto tem bom traço
     Eu querendo também faço
     Igualzinho a Zé Limeira.

DANIEL FIÚZA
     Segui pegadas de cobra
     mordido por urubu
     Pulei do norte pro sul
     Pra terminar uma obra
     Comendo resto e sobra
     Em casa de carpideira
     Desci pela cumeeira
     Quase levei um balaço
     Eu querendo também faço
     Igualzinho a Zé Limeira.

BOSCO ESMERALDO
     Segui os rastros da cobra
     E também suas digitais
     Seus retratos virtuais
     Fazem parte da manobra
     Porque ninguém não me dobra
     Não gosto de baderneira
     Capim santo, laranjeira
     Pega a cobra e dá um laço
     Eu querendo também faço
     Igualzinho a Zé Limeira.

DANIEL FIÚZA
     Quando estive em Canindé
     Capital de Maceió
     Onde nasceu minha vó
     Quando inventou a colher
     Foi forjada na coité
     Na casa de João Teixeira
     Afiador de peixeira
     Bebendo pinga e melaço
     Eu querendo também faço
     Igualzinho a Zé limeira.

BOSCO ESMERALDO
     Na casa da minha vó
     Sou tratado a pão de ló
     Pois ela é mãe de Mamãe
     Pai é pai e mãe é mãe
     Vô é vô e vó é vó
     Amizade de primeira
     Minha glosa derradeira
     Pela interação me engraço
     Eu querendo também faço
     Igualzinho a Zé limeira.

ANA FLOR DO LÁCIO
     P´ra casa do meu paizinho
     Eu vos convido, amigos!
     Fica um segredinho
     Lá sereis bem tratados
     Bom e velho Portinho
     Figos, bolo, melaço!
     Desde a uva à videira
     De nada me desfaço
     Eu querendo também faço
     Igualzinho a Zé limeira.

     Excelente, mestres! Parabéns! Não pude resistir:

Valeu Daniel e Lully e Ana!
Ficou simples e absurdamente perfeito.
Esta obra teve como objetivo entender e resgatar o POETA DO ABSURDO.
O mote foi sugerido pelo poeta Mestre Daniel Fiúza - DomFiúza.

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